Deísmo, naturalismo e a desconstrução liberal

Muitas das ideias que hoje circulam com naturalidade no meio cristão não surgiram dentro da Bíblia, nem da história saudável da igreja. Elas têm raízes profundas no   deísmo, no naturalismo e no liberalismo teológico -  correntes de pensamento que, pouco a pouco, deslocaram a fé da revelação divina para o tribunal da razão humana e da experiência pessoal. Neste estudo, eu convido você a compreender como essas correntes surgiram, como se desenvolveram historicamente e por que seus pressupostos continuam influenciando púlpitos, seminários, músicas e discursos “cristãos” até hoje. O liberalismo teológico não é apenas um tema antigo ou acadêmico; ele é um  perigo atual, sutil e profundamente corrosivo  para a fé bíblica. Ao longo deste material, mostramos como o deísmo afastou Deus da história, como o naturalismo eliminou o sobrenatural e como o liberalismo submeteu a Escritura à razão, relativizando doutrinas centrais do cristianismo. Também dialogamos com pensadores im...

Missões: Abrangência, necessidade e objetivo.



(Boletim dominical de 13/04/2014 da Igreja Batista da Califórnia, Itabuna-BA)

“Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.”
João 10.16 ACF

Estamos em campanha de Missões Mundiais, e como povo batista, somos convocados a essa tarefa da proclamação do Evangelho do Senhor Jesus às nações.
Todos os anos, através de empreitadas de levantamento de recursos para missões, somos desafiados à participação nesta obra. E ao mesmo tempo, alertados acerca da parte que nos cabe no que diz respeito à missão iniciada por Deus na eternidade, cumprida em Jesus na paixão, morte, ressurreição e ascenção; e passada à Igreja como proclamadora.
No texto da narrativa joanina, vemos a afirmação do Messias acerca do alcance que teriam as Boas Novas, e do efeito que essa Notícia Salvadora teria. E nos serve de desafio e motivação.

“Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco;” – Neste trecho é possível observar a abrangência da graça de Deus demonstrada no Evangelho, pois Jesus afirmara que não possuía somente ovelhas em Israel. Não era só para o povo da Antiga Aliança, mas para povos de toda língua, raça e nação que a Salvação de Deus viria. Tal fator é primordial para o entendimento da necessidade da igreja, como embaixada do Reino de Deus na Terra, de proclamar a preciosa Mensagem. Existem ovelhas preparadas por Deus para ouvir a voz do seu Pastor e segui-Lo, povos que precisam conhecer ao Redentor, adorá-Lo e serem arrebanhados por Ele. Todas as nações precisam ouvir que só Jesus é o Senhor.

“[...] também me convém agregar estas,” – No texto de João 10.16, Cristo nos mostra o alcance geográfico do Seu Reino (Todo o mundo), e logo imputa-nos a necessidade da obra. “[...] também me convém agregar estas,”; Temos neste registro a tarefa dada pelo Filho de Deus a seu povo: Contribuir na condução dessas ovelhas. Convém que Jesus conduza o rebanho que está desgarrado entre as nações como o bom pastor no Salmo 23 conduz o rebanho a pastos verdejantes. Mas como reconhecerão a voz do Pastor se não houver quem lhes pregue? E como pregarão se há quem vá ou envie? (Rm 14.10 – Paráfrase). Existem cerca de 3500 povos que nunca ouviram de Jesus, nações onde Deus não é adorado. E como Igreja, necessitamos com urgência anunciar o amor do nosso Noivo e perfeito Pastor.

“E elas ouvirão a minha voz” – Talvez alguém possa perguntar-se se é válido investir em missões, seja em vida, finanças e/ou oração. E a Palavra de Deus nos garante que vale muito a pena! Não sabemos quantas nem quais serão, contudo, a promessa garantida do próprio Jesus é que as ovelhas ouvirão a voz do Pastor. Este é nosso deleite! Temos na promessa, a nossa satisfação em saber que só precisamos semear (em contribuição, oração, proclamação); pois o resultado virá por parte do Soberano Pastor, que eficazmente chamará para si e convencerá (Jo 16.8), salvará e frutificará a vida de pessoas por todos os povos, transformando a realidade das nações, retirando pecadores do inferno e trazendo-os para a Sua maravilhosa luz.
A certeza de que Jesus Cristo tem poder para salvar deve sempre ser o combustível da igreja na contribuição à obra missionária. Somos instrumentos de transformação de vidas!

“e então haverá um rebanho e um pastor.” (ARA) – Deparamo-nos aqui com a recompensa por todo o empenho da igreja na tarefa de missões. O que norteia tudo e que é a razão de existirmos, servirmos... Aquilo que é simplesmente o centro e função de todas as coisas: A glória de Deus.
Quando fazemos missões, ajudamos no estabelecimento do domínio de Deus, pois anunciamos o Evangelho do Reino até que venha o fim (Mt 24.14) e contribuimos para que o rebanho perdido tenha um Pastor, afim de que Ele seja adorado em todos os cantos por todos os povos. Em orarmos por um missionário e salvação de vidas, em ofertarmos nas campanhas e irmos, está nossa ínfima, porém importante parcela de contribuição para que se cumpra a revelação que diz que “todas as nações virão e se prostrarão diante de Ti...” (Ap 15.4 - ARA).
Temos um grande desafio e não podemos recuar! Os campos estão brancos para a colheita. Façamos desta campanha um divisor de águas na história da nossa igreja e cumpramos a ordem de Jesus, para que por nós, a glória do Rei dos Reis seja manifestada.

Entremos em campo com Cristo, pelas nações!


Luan Almeida

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