A importância do nascimento de Jesus



É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. ” Lucas 2:11

O Natal é sem dúvida a festa mais importante do ano. Sendo comemorada por todos, sejam cristãos ou não, ela é a celebração mais aguardada. Desde o início do Século IV, o natal tem sido celebrado no dia 25 de dezembro, sob decreto de Julio I, no ano 350 d.C. e como a Palavra mesmo diz; significa o “nascimento” do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Mesmo com a deturpação feita nesta data, seu valor não foi perdido, apesar da transformação que sofreu, tendo sido inseridos coisas como Papai Noel, ou mesmo o consumismo, o natal ainda é e sempre será Jesus, e isto faz com que este evento seja o mais importante. No natal é comemorado o nascimento de Jesus. Embora seja sabido que Ele tenha nascido entre abril e setembro, o dia em si não é importante, mas sim, o evento comemorado. Nesta noite, quero meditar com vocês e responder com os irmãos ao seguinte questionamento: O que significou o nascimento de Jesus?

O cumprimento de uma profecia

Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. ” Mateus 1:23

O nascimento do Senhor era o evento mais aguardado desde o início da história, quando Deus criara os céus e a terra. Desde então tem sido anunciado pelos homens de Deus e de maneira mais intensa, ansiado por todos. Como brilhantemente aborda A. W. Pink na introdução do livro "Os sete brados do Salvador sobre a cruz": Em Gn 3 Ele foi anunciado como “Aquele que pisaria a cabeça da serpente” à Adão. Havia profecia que declarava que ele deveria vir da “semente da mulher” (Gn 3.15): então, ele veio “nascido de mulher” (Gl 4.4). Foi anunciado como a bênção que viria sobre a descendência de Abraão em Gn 12.3. Moisés falava d’Ele como aquele a quem devemos ouvir em Dt 18.15. Davi já profetizara sobre o Filho Unigênito, ao qual deveríamos beijar e reverenciar (Sl 2) e de como seriam Suas dores, conquista e triunfo (Sl 22, 23, 24). Havia profecia que anunciava que sua mãe seria uma “virgem” (Is 7.14):  então foi ela literalmente cumprida (Mt 1.18). Havia profecia que revelava que ele deveria ser da semente de Abraão (Gn 22.18): então, observe seu cumprimento (Mt 1.1). Havia profecia que fazia saber que ele deveria ser da linhagem de Davi (2Sm 7.12,13): então tal se deu em realidade (Rm 1.3). Havia profecia que dizia que ele receberia seu nome antes de nascer (Is 49.1):  então assim se sucedeu (Lc 1.30,31).  Havia profecia que previa que ele deveria nascer em Belém de Judá (Mq 5.2):  observe então como essa aldeia mesma foi de fato sua terra natal. Havia profecia que alertava de antemão que seu nascimento acarretaria desgosto para outros (Jr 31.15):  então, contemple seu trágico cumprimento (Mt 2.16-18). Havia profecia que aludia à fuga para o Egito e ao subsequente retorno para a Palestina (Os 11.1 e cf. Is 49.3,6): então, assim aconteceu. (Mt 2.14,15). E até mesmo do surgimento de João Batista, que prepararia o caminho do Senhor.

Vemos pela Palavra que Deus moldou toda a história para a vinda do Seu Filho, de modo que cada acontecimento fosse um cumprimento de profecia. O lugar onde nascera (como disse) foi anunciado por Miqueias, e a falta de vagas nas hospedagens foi para que Ele, o Rei vestido em glória desde a eternidade nascesse numa manjedoura suja e fétida, provando desde pequeno o peso da consequência do pecado que nem mesmo cometera.

Nascido de virgem, o próprio Deus Javé foi um indefeso bebê, de família pobre, mas ainda assim era perfeitamente Deus, todo poderoso. E assim, como um bebê, viram-No magos; que nos seus presentes já diziam quem era o menino:

•Ouro: Simbolizava Sua realeza;
•Incenso: Sua divindade (O incenso era utilizado no tabernáculo e templo para perfumar o altar);
•Mirra: Erva amarga usada para perfumar e curar, muito utilizada para embalsamar corpos.

Aquele menino, o Deus encarnado como criança, era a Palavra se cumprindo, letra a letra, palavra por palavra, o Deus eterno fizera-se carne e habitou entre nós. Com o nascimento de Jesus, todas as promessas de Deus se tornaram mais que reais, inclusive quanto ao que faria de nós por meio daquele bebê.

Foi a reconciliação de Deus com o homem 

Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade." Lucas 2:13,14

O nascimento do Senhor Jesus foi o selo de Deus para a restauração da história, foi o passo mais importante rumo à reconciliação. Por isso, os anjos cantavam glórias a Deus nas maiores alturas, pois em Cristo, o nome do Senhor é totalmente glorificado (Ele é o Filho amado que dá muita alegria a Seu Pai), e “paz na terra” que é o sinal da reconciliação de Deus para com o Seu povo escolhido (O texto diz literalmente: “Paz na terra àqueles a quem Deus tem boa vontade” ou “Paz na terra àqueles a quem Deus quer bem”).

Lembrar o nascimento é impossível sem lembrarmos da Sua morte. Afinal, Jesus pagou a nossa dívida com Deus, saciando a Sua justa e terrível ira. Conforme Rm 5.1: (“Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”). Assim, compreendemos o que foi dito sobre a vida e obra de Jesus. Ele nos reconciliou, trouxe-nos novamente a um entendimento com nosso Criador: 2 Coríntios 5:18-19 declara: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. ”; ainda diz: “Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida." Romanos 5:10; “A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis," Colossenses 1:21,22. A paz que tanto almejávamos veio por meio da justificação que temos n’Ele. Ele morreu por inimigos para que por Ele nos tornássemos amigos de Deus.

Foi aberta a porta da Salvação

Ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados." Mateus 1:21

Assim como anunciara o Anjo do Senhor, o nascimento de Jesus trouxe salvação ao seu povo. Foi crendo nesta promessa que o povo de Deus no A.T foi salvo. Como Ele mesmo diz em Jo 14.6, Ele é a própria vida, a própria salvação. Crendo nisso, Maria cantou em Lc 1.46,47: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador"; Simeão pode morrer em paz, como diz Lucas 2:29,30: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; pois os meus olhos já viram a tua salvação”, e a profetiza Ana pode se alegrar e anunciar, conforme registra Lc 2.36-38. No dia do nascimento daquele menino, a confirmação de Deus de que a porta da salvação estava aberta foi-nos dada. E como Ele mesmo diz, Ele é a porta (Jo 10.9)! 

A doutrina da Encarnação de Cristo é o que celebramos no Natal. Deus se fez cem por cento homem, para que, assim como por um homem o pecado entrou no mundo, o Homem de Deus, tentado em tudo, mas sem pecado, fosse aquele que tirou o pecado do mundo por meio do Seu sangue derramado no Calvário. Aquele menino que nasceu em Belém veio para ser o nosso representante junto ao Pai, vivendo em perfeita obediência e sacrificando-se, recebendo a ira e a morte no lugar dos Seus. 

A salvação que o mundo aguardava chegou até nós por um bebê! Como cantamos na música, o choro de um bebê quebrou para sempre nossas trevas. Adoremos a Jesus, beijemos o Filho, façamos de todos os dias de nossas vidas, natal! Nos juntemos ao coro dos anjos e louvemos ao Senhor com nossas vidas em sinal de gratidão.

Pr. Luan Almeida

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