Deísmo, naturalismo e a desconstrução liberal

Muitas das ideias que hoje circulam com naturalidade no meio cristão não surgiram dentro da Bíblia, nem da história saudável da igreja. Elas têm raízes profundas no   deísmo, no naturalismo e no liberalismo teológico -  correntes de pensamento que, pouco a pouco, deslocaram a fé da revelação divina para o tribunal da razão humana e da experiência pessoal. Neste estudo, eu convido você a compreender como essas correntes surgiram, como se desenvolveram historicamente e por que seus pressupostos continuam influenciando púlpitos, seminários, músicas e discursos “cristãos” até hoje. O liberalismo teológico não é apenas um tema antigo ou acadêmico; ele é um  perigo atual, sutil e profundamente corrosivo  para a fé bíblica. Ao longo deste material, mostramos como o deísmo afastou Deus da história, como o naturalismo eliminou o sobrenatural e como o liberalismo submeteu a Escritura à razão, relativizando doutrinas centrais do cristianismo. Também dialogamos com pensadores im...

A importância do nascimento de Jesus



É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. ” Lucas 2:11

O Natal é sem dúvida a festa mais importante do ano. Sendo comemorada por todos, sejam cristãos ou não, ela é a celebração mais aguardada. Desde o início do Século IV, o natal tem sido celebrado no dia 25 de dezembro, sob decreto de Julio I, no ano 350 d.C. e como a Palavra mesmo diz; significa o “nascimento” do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Mesmo com a deturpação feita nesta data, seu valor não foi perdido, apesar da transformação que sofreu, tendo sido inseridos coisas como Papai Noel, ou mesmo o consumismo, o natal ainda é e sempre será Jesus, e isto faz com que este evento seja o mais importante. No natal é comemorado o nascimento de Jesus. Embora seja sabido que Ele tenha nascido entre abril e setembro, o dia em si não é importante, mas sim, o evento comemorado. Nesta noite, quero meditar com vocês e responder com os irmãos ao seguinte questionamento: O que significou o nascimento de Jesus?

O cumprimento de uma profecia

Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. ” Mateus 1:23

O nascimento do Senhor era o evento mais aguardado desde o início da história, quando Deus criara os céus e a terra. Desde então tem sido anunciado pelos homens de Deus e de maneira mais intensa, ansiado por todos. Como brilhantemente aborda A. W. Pink na introdução do livro "Os sete brados do Salvador sobre a cruz": Em Gn 3 Ele foi anunciado como “Aquele que pisaria a cabeça da serpente” à Adão. Havia profecia que declarava que ele deveria vir da “semente da mulher” (Gn 3.15): então, ele veio “nascido de mulher” (Gl 4.4). Foi anunciado como a bênção que viria sobre a descendência de Abraão em Gn 12.3. Moisés falava d’Ele como aquele a quem devemos ouvir em Dt 18.15. Davi já profetizara sobre o Filho Unigênito, ao qual deveríamos beijar e reverenciar (Sl 2) e de como seriam Suas dores, conquista e triunfo (Sl 22, 23, 24). Havia profecia que anunciava que sua mãe seria uma “virgem” (Is 7.14):  então foi ela literalmente cumprida (Mt 1.18). Havia profecia que revelava que ele deveria ser da semente de Abraão (Gn 22.18): então, observe seu cumprimento (Mt 1.1). Havia profecia que fazia saber que ele deveria ser da linhagem de Davi (2Sm 7.12,13): então tal se deu em realidade (Rm 1.3). Havia profecia que dizia que ele receberia seu nome antes de nascer (Is 49.1):  então assim se sucedeu (Lc 1.30,31).  Havia profecia que previa que ele deveria nascer em Belém de Judá (Mq 5.2):  observe então como essa aldeia mesma foi de fato sua terra natal. Havia profecia que alertava de antemão que seu nascimento acarretaria desgosto para outros (Jr 31.15):  então, contemple seu trágico cumprimento (Mt 2.16-18). Havia profecia que aludia à fuga para o Egito e ao subsequente retorno para a Palestina (Os 11.1 e cf. Is 49.3,6): então, assim aconteceu. (Mt 2.14,15). E até mesmo do surgimento de João Batista, que prepararia o caminho do Senhor.

Vemos pela Palavra que Deus moldou toda a história para a vinda do Seu Filho, de modo que cada acontecimento fosse um cumprimento de profecia. O lugar onde nascera (como disse) foi anunciado por Miqueias, e a falta de vagas nas hospedagens foi para que Ele, o Rei vestido em glória desde a eternidade nascesse numa manjedoura suja e fétida, provando desde pequeno o peso da consequência do pecado que nem mesmo cometera.

Nascido de virgem, o próprio Deus Javé foi um indefeso bebê, de família pobre, mas ainda assim era perfeitamente Deus, todo poderoso. E assim, como um bebê, viram-No magos; que nos seus presentes já diziam quem era o menino:

•Ouro: Simbolizava Sua realeza;
•Incenso: Sua divindade (O incenso era utilizado no tabernáculo e templo para perfumar o altar);
•Mirra: Erva amarga usada para perfumar e curar, muito utilizada para embalsamar corpos.

Aquele menino, o Deus encarnado como criança, era a Palavra se cumprindo, letra a letra, palavra por palavra, o Deus eterno fizera-se carne e habitou entre nós. Com o nascimento de Jesus, todas as promessas de Deus se tornaram mais que reais, inclusive quanto ao que faria de nós por meio daquele bebê.

Foi a reconciliação de Deus com o homem 

Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade." Lucas 2:13,14

O nascimento do Senhor Jesus foi o selo de Deus para a restauração da história, foi o passo mais importante rumo à reconciliação. Por isso, os anjos cantavam glórias a Deus nas maiores alturas, pois em Cristo, o nome do Senhor é totalmente glorificado (Ele é o Filho amado que dá muita alegria a Seu Pai), e “paz na terra” que é o sinal da reconciliação de Deus para com o Seu povo escolhido (O texto diz literalmente: “Paz na terra àqueles a quem Deus tem boa vontade” ou “Paz na terra àqueles a quem Deus quer bem”).

Lembrar o nascimento é impossível sem lembrarmos da Sua morte. Afinal, Jesus pagou a nossa dívida com Deus, saciando a Sua justa e terrível ira. Conforme Rm 5.1: (“Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”). Assim, compreendemos o que foi dito sobre a vida e obra de Jesus. Ele nos reconciliou, trouxe-nos novamente a um entendimento com nosso Criador: 2 Coríntios 5:18-19 declara: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. ”; ainda diz: “Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida." Romanos 5:10; “A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis," Colossenses 1:21,22. A paz que tanto almejávamos veio por meio da justificação que temos n’Ele. Ele morreu por inimigos para que por Ele nos tornássemos amigos de Deus.

Foi aberta a porta da Salvação

Ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados." Mateus 1:21

Assim como anunciara o Anjo do Senhor, o nascimento de Jesus trouxe salvação ao seu povo. Foi crendo nesta promessa que o povo de Deus no A.T foi salvo. Como Ele mesmo diz em Jo 14.6, Ele é a própria vida, a própria salvação. Crendo nisso, Maria cantou em Lc 1.46,47: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador"; Simeão pode morrer em paz, como diz Lucas 2:29,30: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; pois os meus olhos já viram a tua salvação”, e a profetiza Ana pode se alegrar e anunciar, conforme registra Lc 2.36-38. No dia do nascimento daquele menino, a confirmação de Deus de que a porta da salvação estava aberta foi-nos dada. E como Ele mesmo diz, Ele é a porta (Jo 10.9)! 

A doutrina da Encarnação de Cristo é o que celebramos no Natal. Deus se fez cem por cento homem, para que, assim como por um homem o pecado entrou no mundo, o Homem de Deus, tentado em tudo, mas sem pecado, fosse aquele que tirou o pecado do mundo por meio do Seu sangue derramado no Calvário. Aquele menino que nasceu em Belém veio para ser o nosso representante junto ao Pai, vivendo em perfeita obediência e sacrificando-se, recebendo a ira e a morte no lugar dos Seus. 

A salvação que o mundo aguardava chegou até nós por um bebê! Como cantamos na música, o choro de um bebê quebrou para sempre nossas trevas. Adoremos a Jesus, beijemos o Filho, façamos de todos os dias de nossas vidas, natal! Nos juntemos ao coro dos anjos e louvemos ao Senhor com nossas vidas em sinal de gratidão.

Pr. Luan Almeida

Comentários

  1. Deus abençoe querido irmão.
    Este conteúdo ajudo- me muito, podi entender perfeitamente o nascimento de Jesus.

    Com ajuda da Bíblia e este conteúdo consegui preparar lição da EBD(Escola Bíblica Dominical).

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